Pesquisar este blog

Carregando...

sábado, 27 de março de 2010

Ressuscitados, escondidos e glorificados

Caro leitor, pense agora no maior acontecimento da sua vida. O fato mais espetacular. O mais maravilhoso. O mais incrível. O mais espetacular. O grande e maior acontecimento de toda a sua vida. Pois bem, se você se diz um crente em Jesus e não pensou no momento quando teve um encontro com Cristo, então há algo errado com você. Pois não pode haver experiência maior do que aquele momento que passamos da morte para a vida, das trevas para a luz, da escravidão do mundo e do pecado para a liberdade em Cristo.

Deveríamos ver a nossa conversão ou novo nascimento como o grande e maior acontecimento da nossa vida. Pois naquele dia Deus alterou o nosso presente e redefiniu o nosso futuro para toda a eternidade. Quem não vê o dia de sua conversão como o mais importante de sua vida é porque provavelmente nunca tenha tido de fato uma experiência de novo nascimento.

Ser salvo por Cristo é uma experiência que marca o nosso passado, abençoa o nosso presente e redefine o nosso futuro na eternidade. Um exemplo dessa verdade é o que o apóstolo Paulo escreveu na sua epístola aos Colossenses (3:1-17) onde fala como fomos salvos, como devemos viver e o que Jesus tem preparado para nós.

Paulo diz: “se fostes ressuscitados juntamente com Cristo...” (Cl 3:1). Ressuscitados quando? Ora, justamente na salvação, no novo nascimento, em nossa conversão a Cristo. Por que? Porque assim como Cristo ressuscitou dos mortos para nunca mais morrer, assim também nós, quando Jesus nos salvou (nos regenerou), nós que estávamos mortos em nossos delitos e pecados, fomos ressuscitamos para uma nova vida com Ele. Como? Ora, “juntamente com Cristo”, pois o mesmo poder do Espírito Santo que ressuscitou a Cristo é o mesmo poder que operou em nós a nossa ressurreição espiritual, o novo nascimento.

Mas prestemos bem atenção. Paulo coloca uma condição: “... se fostes ressuscitados...”. O apóstolo não está se referindo a todas as pessoas, ou a qualquer pessoa. Está se dirigindo aos ressuscitados em Cristo, aos regenerados, aos nascidos de novo, aos verdadeiramente convertidos a Cristo.

Então, como deve ser a vida daquele que foi transformado em filho de Deus? O que deve ocupar a mente, o pensamento daquele que teve um real encontro com Cristo? Qual deve ser o estilo de vida de alguém que nasceu de novo? Paulo responde a estas perguntas falando de duas maneiras de viver. Primeiramente diz: “... buscai as coisas lá do alto...” (Cl 3:1), e “pensai nas coisas lá do alto...” (Cl 3:3a) em contraposição a isso: “... não (pensai) nas (coisas) que são aqui da terra” (Cl 3:3b).

Mas o que significa isso na prática? Quais são as coisas da terra que não devemos pensar? O trabalho? A família? Os estudos? A profissão? O namoro que objetiva seriamente o casamento? As finanças? As contas que temos que pagar? Problemas tais como uma enfermidade ou um desemprego? Logicamente que não é dessas coisas que Paulo se refere. Se assim fosse precisaríamos sair do mundo.

Então, em quais coisas da terra não devemos pensar? Quando diz “não (pensai) nas (coisas) que são aqui da terra” não está falando simplesmente de pensamentos, mas fala de “pensar” como um “modo de vida”. Vivemos aquilo que ocupa nossa mente, nosso pensamento, nosso coração. Exteriorizamos em nossa vida aquilo que está dentro da gente. Desse modo, “pensar” aqui significa um modo de vida, um estilo de vida que devemos rejeitar em nosso viver.

Esse estilo de vida que devemos lançar fora de nossas vidas está descrito nos versículos que seguem no capítulo três: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria” (vs. 5); “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar” (vs. 8); “Não mintais uns aos outros...” (vs. 9a).

Quem vive escravizado por estas práticas? Ora, os que não conhecem a Deus: “Pois é por causa dessas coisas que o castigo de Deus cairá sobre os que não lhe obedecem” (Cl 3:6). Por esta razão Paulo denomina essas pessoas de “filhos da desobediência”.

Este estilo de vida, associado ao pecado, fazia parte de nossas vidas antes de conhecermos a Cristo: “Antigamente a vida de vocês era dominada por esses desejos, e vocês viviam de acordo com eles” (Cl 3:7). Deus, em Cristo, nos vestiu com uma nova roupagem espiritual: “... vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem...” (Cl 3:9b, 10a). É notório que Deus quer nos mostrar através da pena de Paulo que há um contraste, uma diferença radical entre o modo de vida de seus filhos e o modo de vida daqueles que não o conhecem.

Em contrapartida, o que quer dizer quando diz: “Buscai as coisas lá do alto... Pensai nas coisas lá do alto...” (Cl 3:1, 3)? Primeiramente temos que saber de que “alto” Paulo está se referindo. Ora, o “alto” é o céu, “onde Cristo vive, assentado à direita de Deus” (Cl 3:1). No céu, onde Cristo habita não há pecado, não há mácula, não há mentira, não há escuridão, não há corrupção. Lá há somente amor, verdade, retidão, justiça, paz, alegria, santidade, bondade, misericórdia, graça e luz. São estas coisas do alto que devemos “buscar” e “pensar”. Estas virtudes do alto que devem estar presentes em nossa vida estão refletidas nas palavras que Paulo escreveu em seguida:

“Vocês são o povo de Deus. Ele os amou e os escolheu para serem dele. Portanto, vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência. Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros. E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas. E que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões, pois foi para essa paz que Deus os chamou a fim de formarem um só corpo. E sejam agradecidos. Que a mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês! Ensinem e instruam uns aos outros com toda a sabedoria. Cantem salmos, hinos e canções espirituais; louvem a Deus, com gratidão no coração. E tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e por meio dele agradeçam a Deus, o Pai” (Cl 3:12-17).

Mas por que devemos buscar as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus? Por que devemos pensar nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra? Deus, através de Paulo, continua nos dando a resposta. Ele diz: “Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus” (Cl 3:3). Esse mesmo na Nova Tradução da Linguagem de Hoje está assim: “Porque vocês já morreram, e a vida de vocês está escondida com Cristo, que está unido com Deus”.

Vemos aí que a Bíblia nos dá dois motivos para buscarmos e pensarmos nas coisas do alto: Primeiramente porque “morremos”, ou seja, morremos para o mundo, para o pecado, para a religião com sua religiosidade meramente exterior, e ressuscitamos com Cristo. Em segundo lugar porque a nossa vida está OCULTA ou ESCONDIDA em Deus juntamente com Cristo. Sobre este segundo motivo, podemos encontrar quatro significados:

Significa um segredo ou mistério. A nossa vida é nutrida espiritualmente por fontes desconhecidas do mundo que não conhece e não possui o Espírito Santo. Nós nos alimentamos de Jesus: “quem de mim se alimenta por mim viverá” (Jo 6:57). Isso é um mistério que o mundo não consegue compreender: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Co 2:14).

Significa nossa identidade. Somos identificados com o Senhor ressurreto. Estamos unidos com Jesus, pois a nossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Estamos no Pai, em associação com Jesus o nosso Salvador. O Senhor Jesus compartilha sua vida conosco. Pedro diz que somos “participantes da natureza divina” (II Pd 1:4). Isso revela a nossa profunda comunhão que temos com Deus.

Significa a nossa segurança. Estamos duplamente protegidos por estarmos escondidos “com Cristo em Deus”. Fala da segurança da salvação: Jesus prometeu que estamos seguros em suas mãos: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10:27, 28).

Fala da segurança contra o pecado: Por estarmos escondidos com Cristo em Deus, o Senhor nos protege do perigo do pecado: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (I Co 10:13).

Fala da segurança contra todos os inimigos de nossa alma: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao SENHOR: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio. Pois ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Cobrir-te-á com as suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo” (Sl 91:1-4).

Fala da segurança na dor, no sofrimento e nas tribulações: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam” (Sl 23:34).

E em quarto lugar, relaciona-se com a nossa glorificação no arrebatamento da Igreja quando Cristo voltar para nos buscar. A nossa vida está agora “oculta” em Deus, mas no arrebatamento será revelado o que haveremos de ser eternamente na presença do nosso Deus: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória” (Cl 3:4). João também diz: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (I Jo 3:2).

Esta reflexão fala de nosso passado, presente e futuro.

Fala do nosso passado, pois fomos ressuscitados com Cristo (Cl 3:1). Se ressuscitamos com Cristo, se somos novas criaturas, o pecado não pode ter mais domínio sobre nossas vidas. As coisas que desagradam a Deus não podem ocupar a nossa mente, o nosso pensar, e dominar nossas ações.

Fala do nosso presente, pois estamos ocultos ou escondidos com Cristo, em Deus (Cl 3:3). Por que estamos escondidos em Deus, juntamente com Jesus, podemos estar certos que nada poderá nos separar do seu amor. Paulo também disse aos cristãos de Roma: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:35-39).

Fala do nosso futuro, pois seremos manifestados em glória com Cristo (Cl 3:4). Aos cristãos de Tessalônica Paulo revelou: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (I Te 4:16, 17).

Portanto, se fomos ressuscitados com Cristo, se estamos escondidos em Deus e seremos manifestados em glória com Cristo, devemos buscar e pensar nas coisas do lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Devemos pensar e buscar a Palavra de Deus, o Espírito Santo, a verdade, a justiça, a paz, a alegria, a santidade, a bondade, a fé, a misericórdia, a graça, o perdão e o amor.

A Deus, e somente a Ele seja a glória para sempre!

sábado, 20 de março de 2010

Uma nova chance à beira da morte

No ano de 716 a.C. assumia o trono do reino de Judá um jovem chamado Ezequias. Herdou um reino assolado pelas malignidades cometidas pelo seu antecessor, Acaz, o seu próprio pai. Sua tarefa foi promover uma reconstrução nacional, aliás, bem sucedida. Tamanha foi a importância de Ezequias para sua nação que a Bíblia diz que “Ezequias confiou no SENHOR… Judá nunca teve um rei como ele, nem antes nem depois daquela época” (II Re 18:15).

Mas após todo o sucesso de seus empreendimentos à frente da nação judaica, adoeceu de uma enfermidade mortal. Diante de sua triste situação, Deus, através de um profeta, mandou avisar ao rei: “Ponha as suas coisas em ordem porque você não vai sarar. Apronte-se para morrer”. Que notícia aterrorizante! Ezequias não podia acreditar no que tinha acabado de ouvir. Seu coração gelou e uma profunda tristeza tomou conta de sua alma.

Tinha, porém, uma esperança. Conhecia o Deus a quem ele servia. Sabia que seu Deus era um Deus cheio de graça, misericórdia e poder. Então, imediatamente após receber aquele fatídico recado, orou ao Senhor: “Ó SENHOR Deus, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz aquilo que querias que eu fizesse. E chorou amargamente”. Deus, então, ouviu a oração de Ezequias e atendeu ao seu pedido. O Senhor disse para ele: “Eu, o SENHOR... escutei a sua oração e vi as suas lágrimas. Eu vou curá-lo... Vou deixar que você viva mais quinze anos” (II Re 20:1-6).

Essa comovente história nos faz refletir sobre muitas coisas. Médicos que tratam de pacientes terminais, assim como esteve Ezequias, relatam que tais pacientes lamentam somente uma coisa: o tempo perdido não aproveitado com as pessoas que mais amam, principalmente os da própria família. Lamentam também o fato de como poderiam ter sido mais amorosos, atenciosos e misericordiosos com as pessoas ou como poderiam ter perdoado mais os seus ofensores.

Como seria a nossa vida se soubéssemos que nos restaria poucos dias de vida? Como viveríamos estes dias? Certamente haveria uma revolução de amor em nossos relacionamentos. De pronto, perdoaríamos aquelas pessoas que magoamos. Iríamos desfrutar cada minuto do dia dando valor àquilo que realmente é mais importante. Daríamos mais tempo às pessoas do que às coisas. Colocaríamos o mais importante na frente do urgente.

Mas por que não tomar estas atitudes agora? Será que temos que esperar receber uma notícia amedrontadora como a que Ezequias recebeu para despertarmos para estas realidades? Com toda certeza Ezequias pensou naquelas coisas quando soube que estava com seus dias contados. Mas pela graça de Deus, recebeu uma nova oportunidade para recomeçar. Muitos, infelizmente, ao saberem que estão à beira da morte não terão uma nova chance. Uma dura e difícil realidade. E mesmo que não estejamos nessa situação, não sabemos o que nos acontecerá daqui a um minuto. Portanto, vivamos hoje, diante de Deus e das pessoas, como se fosse o nosso último dia nessa terra.

domingo, 7 de março de 2010

O que as mulheres gostam

No dia 8 de Março é comemorado o Dia Internacional das Mulheres. Em homenagem a elas quero me dirigir aos homens. Isso mesmo, aos homens! Pois acredito que uma das maneiras de ajudar as mulheres é ensinar a nós homens “cabeças duras” como devemos tratá-las com mais carinho, amor e dignidade.

A mulher moderna tem conquistado seu espaço na sociedade. Hoje, muitas mulheres têm conquistado seu lugar no mercado de trabalho, até em funções antes executadas exclusivamente pelos homens. Muitas já conquistaram sua independência financeira, não precisando mais dos homens para sobreviver.

Diante desse quadro parece que os homens ficaram um tanto quanto perdidos quanto ao seu papel no relacionamento com as mulheres e confusos quando à sua identidade. A busca da mulher pela igualdade com os homens, que vem desde os anos 60 com o movimento feminista, embora tenha trazido benefícios para a mulher, ao mesmo tempo trouxe alguns prejuízos para ela mesma.

O homem passou a interpretar de forma errada essa “igualdade” e, em razão disso, deixou de cuidar da mulher. O resultado disso é que, hoje em dia, os homens deixaram de ser cavalheiros, românticos, protetores e provedores de suas mulheres. Qual homem que abre a porta do carro para a mulher ou afasta a cadeira no restaurante para ela sentar? Isso já começa no namoro quando na hora de pagar a conta da pizzaria o rapaz faz questão que a namorada divida as despesas com ele. Isso não é igualdade, é falta de cavalheirismo e delicadeza para com a mulher.

É exatamente ao contrário de como Deus ordena a maneira como os homens devem tratar as suas mulheres. Paulo diz que o marido deve amar sua mulher “como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5:25). Aos colossenses repete o conselho com algo mais no final: “Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura” (Cl 3:19). E Pedro também diz: “... marido, na vida em comum com a esposa, reconheça que a mulher é o sexo mais fraco e que por isso deve ser tratada com respeito...” (I Pd 3:7).

Há dois anos fiz uma pesquisa com as mulheres de nossa igreja. Pedi às jovens e às adultas que listassem as “cinco coisas que uma mulher mais espera de um homem”. Setenta e sete mulheres participaram da pesquisa. Fiquei espantado ao ver quantas coisas elas esperam de um homem. Homens! Segurem-se, pois lá vai uma “rajada” de 43 desejos das mulheres (obviamente não é uma pesquisa de caráter científico, mas nos dá uma idéia do que se passa no coração das mulheres):

1. Compreensão

2. Carinho

3. Amor

4. Fidelidade

5. Atenção ou presença ou tempo de qualidade

6. Companheirismo ou amizade ou cumplicidade

7. Honestidade

8. Respeito

9. Competência

10. Sinceridade ou transparência

11. Humildade

12. Romantismo expresso por elogios, presentes e admiração

13. Cavalheirismo

14. Cuidado

15. Paciência

16. Gentileza

17. Menos reclamações

18. Atitude ou objetividade

19. Alegria ou bom humor

20. Trabalhador

21. Sem vícios

22. Apoio

23. Não fazer compras de cara feia

24. Notar quando ela muda o visual

25. Compreensão quando ela está com TPM

26. Responsabilidade

27. Ser lembrada

28. Ser valorizada

29. Ajudar na criação dos filhos

30. Dedicação

31. Reconhecimento

32. União

33. Ser carinhoso com os filhos

34. Compromisso, comunhão, amor e temor a Deus

35. Ser comunicativo ou saber dialogar

36. Sexo

37. Mansidão

38. Inteligência

39. Colaboração e ajuda em casa

40. Sentir-se segura pela proteção dele

41. Ser o provedor do lar

42. Confiar na mulher

43. Ser homem

Notem que nenhuma delas mencionou coisas tais como sapato, bolsa, jóias, dinheiro ou viajem fora do país. Todos os desejos se referem ao tratamento que esperam receber dos homens. Dentre estes desejos, os campeões foram:

36% das mulheres esperam COMPANHEIRISMO ou AMIZADE dos homens. Elas esperam cumplicidade dos homens. A mulher não quer apenas um homem que provê as necessidades materiais do lar; ela espera que o homem supra também suas necessidades emocionais. Nós homens precisamos aprender a sermos amigos e confidentes de nossas esposas. Temos de aprender a ouvi-las. Elas esperam ansiosamente por isso.

39% das mulheres esperam ATENÇÃO ou a PRESENÇA dos homens. Quando as mulheres reclamam atenção ou presença devemos traduzir isso por “tempo de qualidade”. A mulher não quer apenas estar junto de seu homem. Ela quer que este tempo seja um tempo de qualidade: olhar nos olhos um do outro, doando total atenção.

44% das mulheres esperam FIDELIDADE dos homens. A infidelidade é um dos maiores temores das mulheres. Não é para menos. Certa pesquisa indicou que 50% dos homens casados já traíram suas esposas, e que 80% dos homens divorciados traíram suas esposas anteriores. Mas o cristão tem por obrigação ficar de fora desta estatística. A infidelidade conjugal não somente fere o coração da mulher, mas também fere o coração de Deus (Veja Malaquias 2:14, 16).

55% das mulheres esperam AMOR dos homens. Amar a mulher não é uma opção do marido, é um mandamento de Deus (Ef 5:25). Não é de estranhar o amor aparecer com um dos maiores desejos da mulher. As mulheres são eternamente românticas. Acontece que “amor” na mente masculina traduz-se por “sexo”. Mas na mente da mulher “amor” significa “romantismo”, “afeto”, “carinho”, “respeito” e “cumplicidade”.

60% das mulheres esperam CARINHO dos homens. A mulher espera que seu marido seja carinhoso com ela. O marido não pode tratar sua esposa como trata os amigos do trabalho ou do futebol. Este carinho ela não espera receber somente quando o homem está em busca de sexo. Espera recebê-lo a todo em instante. Uma das coisas mais insuportáveis para uma mulher é a brutalidade do homem. As mulheres não suportam brutalidade. Por isso choram com facilidade. O que dizer então do homem que agride fisicamente uma mulher? Um homem jamais deve levantar a mão para sua esposa, não importa o que ela tenha feito. Homem que bate em mulher é o pior dos covardes. Certa vez uma mulher me disse com os olhos regados de lágrimas: “Pastor, o que eu mais queria do meu marido é que ele me desse apenas um abraço”. Nunca mais me esqueci dessas palavras.

E este é o desejo maior das mulheres: 66% delas esperam COMPREENSÃO dos homens. Por que será que este é maior desejo das mulheres? Ora, porque os homens têm uma imensa dificuldade para compreendê-las! O homem ao invés de aprender a pensar como a mulher pensa, insiste em achar que a mulher pensa ou raciocina como ele. Porém, isto jamais vai acontecer, pois homens e mulheres possuem estruturas emocionais e psicológicas completamente diferentes. A Bíblia diz que o homem deve compreender sua mulher (I Pd 3:7).

Que Deus abençoe todas as mulheres. Que Deus abençoe as mulheres guerreiras de nosso querido Brasil. E que esta palavra possa ajudar aos homens a tratarem suas mulheres com mais compreensão, atenção, amor, carinho, com toda fidelidade.

A Deus seja a glória!

terça-feira, 2 de março de 2010

Que é o homem?

Davi no Salmo 8:4 faz a seguinte pergunta: “Que é o homem, que dele te lembres. E o filho do homem, que o visites?”. O questionamento de Davi é: “Que é o homem?”. Esta pergunta pode nos levar a muitas respostas: homem é um ser sociável, físico, psíquico, emocional, espiritual, criado à imagem e semelhança de Deus, etc.

Uma grande questão nesse questionamento não é de quem se refere a pergunta, mas para quem a pergunta é feita! Para quem é feita a pergunta? Ora, a pergunta é feita para Deus! Desde o início do Salmo 8, Davi faz uma oração a Deus. E quando chega no versículo 4 faz uma pergunta a Deus sobre o ponto de vista de Deus a respeito do homem: “Que é o homem, que dele te lembres. E o filho do homem, que o visites?”. Davi começou a divagar sobre como Deus poderia ver o homem. Na Nova Tradução da Linguagem de Hoje compreendemos melhor a pergunta de Davi: “que é um simples ser humano para que penses nele? Que é um ser mortal para que te preocupes com ele?”.

Na verdade esta é uma pergunta retórica, isto é, uma pergunta que nos sugere uma única resposta: O homem é um ser insignificante perto do Deus Todo-Poderoso. Então, Davi em sua pergunta, revela o seu próprio pensamento a respeito do ser humano em relação a Deus. Davi entendia que o homem não é nada comparado a Deus. Não é nada sem Deus!

O pensamento de Davi não está errado. O que é o homem comparado a Deus? A Bíblia, a Palavra de Deus, diz muito respeito da fragilidade humana: Por causa da semente do pecado que herda de Adão, o homem já nasce espiritualmente morto: “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3:23). Em decorrência de sua morte espiritual, ou seja, sua separação de Deus, o homem nasce julgado por Deus: “Quem nele crê (em Cristo) não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3:18). E além de julgado, nasce também condenado à perdição eterna: “Quem crer (em Cristo) e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16:16).

Mas não para por aí. Tiago, irmão do Senhor escreveu sobre a brevidade da existência humana: “Vocês não sabem como será a sua vida amanhã, pois vocês são como uma neblina passageira, que aparece por algum tempo e logo depois desaparece” (Tg 4:14). Pedro quase na mesma linha demonstra que a glória dos homens um dia terá fim: “Todos os seres humanos são como a erva do campo, e a grandeza deles é como a flor da erva. A erva seca, e a flor cai,” (I Pd 1:24). Moisés melancolicamente diz no Salmo 90: “Só vivemos uns setenta anos, e os mais fortes chegam aos oitenta, mas esses anos só trazem canseira e aflições. A vida passa logo, e nós desaparecemos” (Sl 90:10).

Vemos que a Palavra de Deus revela a insignificância do homem. Somos seres frágeis, limitados, passageiros, envelhecemos, adoecemos, nos cansamos e morremos fisicamente. Por esta razão, ao olharmos para nós mesmos, podemos perceber o quanto somos dependentes de Deus. Há um provérbio estampado em carros que expressa uma grande verdade: “Você sem Deus não é nada, mas Deus sem você continua sendo Deus”.

Não podemos viver sem Deus. Necessitamos de sua salvação, de seu perdão, de seu amor, de sua paz, de sua santa presença, de sua graça, de sua misericórdia, de sua Palavra, de sua direção, de sua inspiração, de seu poder... Sem Deus nada somos e nada podemos fazer. Por isso Jesus declarou: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15:5).

A boa e grande notícia diante da nossa trágica realidade é que há uma esperança para todos nós. Mesmo sendo pecadores, Deus por sua graça, amor e justiça, enviou seu Filho Jesus para morrer em nosso lugar, para que assim, ao crermos nele pela fé recebamos perdão dos nossos pecados e eterna salvação.

É neste momento que o homem resgata a dignidade espiritual que foi perdida no Éden, pois passa a fazer parte da família de Deus ao se tornar um filho de Deus. A partir daí não somente a vida de Deus passa a fazer parte da nossa vida, mas a nossa própria vida passa a pertencer a Deus. Então vivemos de modo que toda a nossa vida, planos, sonhos, projetos, obras, ministério, é vivida em plena dependência em Deus e confiança no Senhor.

Tudo há de passar neste mundo, tudo o que existe, inclusive os seres humanos, pois “que é o homem?”. Temos, porém, uma promessa, a nós que fomos salvos por Cristo: “O mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas cobiçam; porém aquele que faz a vontade de Deus vive para sempre” (I Jo 2:17).